Tenho me perguntado,
Por que os ventos mudaram comigo,
Talvez por que,
Eu me negue a aceitar que fui eu há mudar.
Será que já não admito ser esquecida,
Magoada, interrompida, profanada.
Que me bastaram os silêncios da alma,
Os olhos marejados,
Será que é por que,
Recuso-me a chorar novas lagrimas,
E as antigas perderam-me todas.
Como vou aceitar que não aceito mais,
O pouco caso, o desdém,
Eu quero mais, será que não vejo,
Que não me caibo em meus sentidos,
Que não caibo nos de ninguém.
Que procuro conhecer-me,
Que procuro escutar-me,
Que procuro atender-me,
Que estou tentando ir além,
Serei eu, diferente de alguém?
Será que estou em rumo contrário,
Que me perdi no vaivém,
E se eu estiver, que seja ordinário,
E extraordinário também.
O que em acalenta, é que eu sei,
Como sabem todos,
Que aqueles que nos amaram, estes permanecerão,
Assim, com permanecerão aqueles todos que amamos.
Somos apenas uma teia de pensamentos imperfeitos...
Com todos os tons, que o imperfeito tem.
Por que os ventos mudaram comigo,
Talvez por que,
Eu me negue a aceitar que fui eu há mudar.
Será que já não admito ser esquecida,
Magoada, interrompida, profanada.
Que me bastaram os silêncios da alma,
Os olhos marejados,
Será que é por que,
Recuso-me a chorar novas lagrimas,
E as antigas perderam-me todas.
Como vou aceitar que não aceito mais,
O pouco caso, o desdém,
Eu quero mais, será que não vejo,
Que não me caibo em meus sentidos,
Que não caibo nos de ninguém.
Que procuro conhecer-me,
Que procuro escutar-me,
Que procuro atender-me,
Que estou tentando ir além,
Serei eu, diferente de alguém?
Será que estou em rumo contrário,
Que me perdi no vaivém,
E se eu estiver, que seja ordinário,
E extraordinário também.
O que em acalenta, é que eu sei,
Como sabem todos,
Que aqueles que nos amaram, estes permanecerão,
Assim, com permanecerão aqueles todos que amamos.
Somos apenas uma teia de pensamentos imperfeitos...
Com todos os tons, que o imperfeito tem.

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