domingo, setembro 18, 2005

Os passos vãos...
Vão me deitando na areia,
Ou serei eu a perder-los,
Maré após maré,
Sem me conceber,
Sem me perceber,
Sem compreender,
Que caminho é esse que nasce,
E antes do sol, busca a partir.
Que espelho é esse em minha face,
Refletindo assim, sem sentir.
E os passos que a areia guarda,
De quem são...O que são?
Se tudo é tão convexo,
E perdida vou-me de um canto a outro,
Neste imenso labirinto verso,
Sinto-me presa as rochas,
Uma corda no pescoço,
A vida toda amarrada,
E ninguém a lançar flores do porto.
Por que vivo a fingir esse farol,
Se eu sei que a tempestade me derrubará,
Por que teimo em mentir, em fingir, em negar...
Se eu sei que o silêncio,
É tudo que me restará...
Se estas linhas sentissem,

Hoje, elas estariam chorando...